
“Aprendi a viver sem uma porção de coisas. Quando temos muitas coisas, dizia Tia Lydia, nos tornamos apegados a este mundo material e nos esquecemos dos valores espirituais.”
O conto da aia é uma distopia publicada originalmente em 1985. Esta edição foi publicada pela Editora Rocco em 2017.
Em um mundo devastado pela radiação e com a taxa de natalidade baixa, uma nova ordem foi estabelecida. Surge então a república de Gilead, onde a população feminina é a mais impactada.
As mulheres férteis (aias) tem a função de gerar filhos para as famílias ricas. As esposas dos comandantes fazem parte destas famílias e as marthas são responsáveis pelo serviço doméstico.
Existem também as consideradas “não mulheres”: viúvas, homossexuais, feministas e inférteis que vivem nas colônias expostas à radiação.
Independente de onde uma mulher se encaixe, nenhuma se sentia feliz.
O livro é narrado por Offred, uma aia que é enviada para uma família rica e precisa exercer seu papel de gerar filhos.
Durante a narrativa, Offred relembra momentos em que tinha uma família, um trabalho e era feliz.
O início da leitura pode ser difícil por intercalar presente e passado, mas nada que tire o mérito desta história muito bem elaborada. Além disso, são detalhes necessários para compreender a trajetória de Offred.
Este é um daqueles livros para mexer com a nossa cabeça. Mesmo sendo escrito há mais de 30 anos, continua atual e relevante.
E você, já leu? Gosta de histórias distópicas como esta?








